sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Casinos e sorrisos


Hoje estive lembrando de uma viagem muito especial, pois eu fiz do lado da pessoa que esta há mais tempo na minha vida: minha mãe!
Nos idos de fevereiro de 2012 chamei ela para uma empreitada "Mãe, tenho milhas do cartão de credito, e dá para gente ir para Punta del Este, ta afim?" .  E ela mais do que depressa " A gente vai poder ir no Conrad casinos?" hahahah
Bingueira já de outros carnavais, um dos sonhos dela era ir naquele Casino que é um dos mais explorados nos programas da madruga estilo Amauri Jr.
Apesar do medo de avião (acho que inerente a maioria das pessoas), ela topou e lá fomos nós, em março, embarcar com destino a Montevidéu.
Free shop sempre é uma atração né? A primeira grande atração da viagem, com aquela infinidade de perfumes e de chocolates. Minha mãe adora uma guloseima, e realmente ela se animou ao ver aqueles tipos dos mais diferentes chocolates "tipo exportação".
Do aeroporto pegamos um ônibus com destino a Punta del Este. Google amigo guiando e nos ajudou a descer cerca de 3 quadras distante do hotel.
Chegando lá, minha mãe que não lembro de ter ficado em hotel antes, ficou muito animada e gostou realmente das instalações. A uma quadra da praia, logo deixamos as malas e fomos andar pela região.
Ai nisso se passaram horas, muitas caminhadas, alguns cafes, flores lindas nas calçadas e toda a descoberta que se faz numa nova cidade. Eu já havia estado la antes, 4 anos antes, mas de passagem, e pouco lembrava dos lugares e das ruas.
Tivemos um jantar muito agradável na primeira noite, e depois fomos ao tão almejado Conrad Casino.
Eu perdi meus 20 dolares e fui andar pelo hotel. Mas ela estava realmente obstinada em ganhar (gastar) muito mais do que isso.
Depois de algumas cervejas a mais da minha parte, e alguns dólares a menos da parte dela, encerramos nosso primeiro dia lá.
Nos dias que se seguiram andamos bastante pela cidade, pegamos chuva, o que há muito eu não fazia. Andar sob a garoa numa cidade nova realmente é algo que fica na nossa memória, uma nostalgia gostosa que retorna naqueles dias nublados.
Se não me engano no terceiro dia finalmente aluguei um carro. Minha mãe já estava cansada de andar tanto, e por mais que eu gostasse de desvendar a cidade a pé, tinha mais coisa para ver que não chegaríamos sem um veiculo.
Neste dia fomos até José Ignácio, onde havia um mirante e um farol. Ao longo do caminho condomínios de alto padrão, vilarejos mais simples, um lugar realmente agradável de se visitar.

No final da tarde estávamos em CasaPueblo, a residencia/museu do artista (sim, pintor, poeta, escultor...) Carlos Paes Vilaró.
Vimos um por do sol fantástico, com um sol em chamas se pondo e poesia sendo recitada (ta bom, era um playback) na voz do poeta.
Um momento emocionante, e que vou carregar sempre comigo, na companhia da pessoa mais importante da minha vida.

No dia a seguir visitamos o Museo Ralli. Ver os olhos da minha mãe, como que uma criança, descobrindo tudo aquilo, realmente não tinha preço. 

Muitos alfajores depois, foi chegado o momento de retornar para casa. Uma grande alegria pois reencontraria meu marido, e apesar de terem sido poucos dias, sempre sinto um pouco de falta de casa. Porém ao mesmo tempo, uma sensação muito esquisita, de que foi realmente uma das viagens mais especiais que ja fiz pela companhia "inusitada", mas que talvez eu não conseguisse repetir isso muitas outras vezes, por motivos dos mais diversos.

Hoje ela ainda me convida, agora para ir com a família toda, de volta para Punta. Até agora não conseguimos planejar nada, mas quem sabe do futuro né?

(PS. Em busca de fotos de 2012 para ilustrar esse post )
Pois bem... Após uma longuissima ausência, pretendo retomar as memórias.
Nesse meio tempo meu filho nasceu, cuidei dele, cresceu, foi para creche, eu retornei ao trabalho e nisso já se foram quase dois anos.
Mas agora, passada a "licença maternidade emocional", volto os meus olhos um pouco mais para mim e minha alma, e quero voltar a reviver as viagens e as boas lembranças que elas deixaram.

Daqui para frente serão novas viagens, com um novo arranjo familiar, que aos poucos ainda estou descobrindo e estruturando. Mas enquanto não passo ao tema "viagem com crianças", vamos retomar os trabalhos das viagens sozinha ou em dupla (marido ou amiga).
Vem nessa viagem comigo?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

I wanna a babymoon!!!

Hoje eu to terrível...
Vim aqui com a desculpa de um post informativo, mas to mesmo é afim de lamentar hahaha.


Como alguns sabem, estamos a espera de nosso primeiro herdeiro, e as voltas com o máximo de informação e preparativos para essa nova viagem (que na verdade é uma longa jornada, dizem que maravilhosa...)
Eis que lendo a respeito, encontro tudo que eu queria na vida né, mais uma desculpa para viajar.

Descobri um termo que é tudo de bom: Babymoon.
O termo anda bem em moda por agora nas terras do tio Sam, e seria a última viagem do casal antes de desbravar o fantástico mundo da maternidade. Uma espécie de lua-de-mel preparatória para as noites em claro vindouras. Hoje, como a maioria das pessoas que eu conheço, não casa grávida ou para engravidar logo em seguida, a lua-de-mel é algo que aconteceu faz algum tempo, e uma nova viagem para revigorar e unir ainda mais o casal antes do desafio que segue parece uma idéia excelente.
E meio que batizou também a tradicional "ida-para-os-EUA-para-fazer-o-enxoval", já costumeira aqui pelo povo mais abonado do nosso Brasil sobre-taxado.

E onde eu entro com a lamentação? Simples... estamos totally broken da ultima viagem de férias em maio, então não tem babymoon, sacolagem USA nem nada do genero. To tentando agitar uma viagem para Soarão, só para não passar em branco (essa foi sacanagem, não quero pagar para passar frio na praia nesses meses bucólicos de primavera).
Ainda tenho esperança, pois até o fim de outubro ainda estarei apta para viajar, mas to vendo que a minha babymoon vai ser só via livros e blogs e olhe lá.

De qualquer forma, casais viajadeiros, deixo aqui mais uma "razão" para viajar, e podem usar a maternidade como desculpa nesse caso :)

Bom fim de semana!

domingo, 10 de junho de 2012

E lá se vai mais um dia...

Pois bem... desde a última vez que passei por aqui mais de um mês se passou.
Porém foi um daqueles meses mágicos e intensos, que só meses de férias podem ser !
Fizemos nosso tour pela Florida, voando para Miami, de lá pegando um conversível e dirigindo até Key West.
Preciso fazer um post específico sobre Key West, mas o que posso adiantar agora é que, só a sensação de pegar aquela estrada, com o sol brilhando, o vento batendo no rosto... Foi um sonho realizado, e a sensação de que que nasci para viver aquele momento. A paisagem é linda e a sensação de contato com o mundo também é um privilégio.
Voltando a rota, após 3 dias em Key West, rumamos em direção a Orlando. Apenas de ser uma viagem um pouco longa (cerca de 8 horas dirigindo), o tempo passou de forma suave e não lembro de ter sido nem um pouco cansativo.
Orlando foram 8 dias de parques, golfinhos, compras (maldita veia consumista) e muuuito sol.
Voltando de Orlando dirigimos até Miami onde ficamos 4 dias antes de pegar o voo de volta a São Paulo.
Miami é uma cidade muito bonita (mais do que eu imaginei), mas tem aquela verve latina, de 3. mundo na região da downtown, que me desapontou um pouco. South Beach é tudo aquilo que se vê. Lamento que o período em Miami não foi tão ensolarado quanto os dias em Orlando.
Ainda assim foi tudo ótimo.
Voltando, fizemos um pit-stop em casa e depois de alguns dias embarcávamos novamente. Desta vez rumo a Natal, a cidade do sol.
Depois de 4 anos sem visitar aquela cidade linda, só posso dizer que tudo continua muito bem e belo, com alguns prédios a mais. O que me preocupou de alguma forma. Vejo a cidade se tornando uma daquelas metrópoles enlouquecidas em cerca de 10 anos. O preço do progresso.
E como tudo que é bom sempre acaba, depois de 1 semana aqui estávamos de volta a nossa cinzenta e enlouquecida São Paulo, para mais um ano (no mínimo) de trabalho intenso e exaustivo, até a próxima aventura.

A seguir posts específicos por cidade ;)

sábado, 28 de abril de 2012

Férias Câmbio e afins

Agora, após extensivas mudanças em hotel, locação de carro e itinerários, a viagem já está definida e assim fica até chegarmos ao primeiro destino. Aí de lá, se ocorrerem mudanças, ja vão ser com experiência de causa.
Nessa fase final, é a vez do checklist, com todas as reservas impressas e salvas no Evernote (santo programinha), validar as formas de dinheiro a serem utilizadas no percurso, e como chegar e sair de Guarulhos.

A parte do dinheiro, creio que me precipitei e cometi um equívoco. Quase a totalidade do que pretendo gastar na viagem, coloquei no Travel Money do banco Itaú. Uma solução de cartão pré-pago, bastante conveniente, mas com um câmbio não muito amigável. Após extensas pesquisas na internet, vi que a melhor opção no momento parece ser utilizar o cartão do banco mesmo, com a função de débito, tanto para compras quanto para saque. É só habilitar o cartão junto ao banco (no caso do Itaú é possível fazer pela internet, estando de posse do token) e sair usando. Nos EUA pelo que li é só questão de solicitar a função débito. Em alguns lugares parece não funcionar, mas a maioria dos estabelecimentos consegue operar com ele assim.
Já faz um tempo que viajo para lá, mas está será a primeira vez que irei tentar desta facilidade. O que um IOF alto não faz né ;)
Quando retornar na viagem, coloco o depoimento aqui, se foi cobrada alguma tarifa e/ou se tive dificuldade de operar com ele na função débito.
O fato é que, graças ao nosso câmbio totalmente desfavorável e essa arbitrariedade de IOF a 6,38% cobrado em dolar ainda, temos que rever nossas formas de gastos. E o cartão de crédito, por mais prático que seja, começa a perder seu lugar. Afinal, crédito mesmo a gente vai precisar para cobrir a conta quando voltar rsrs.

Um resumo de dicas, que eu julgo muito confiáveis, sobre cambio em viagem tem aqui no site do Ricardo Freire Viaje na viagem . Site salvador, que sempre que posso recomendo, pois é meu "guru" turístico ;)

E vamos que vamos, porque as férias que nos dão motivação (e dívidas) para que voltemos a trabalhar após um mês de ócio.

T+

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Agradecendo a inspiração

E essa semana dois colegas de trabalho me chamaram sobre esse blog...
Uma imensa satisfação, ainda que eu saiba o quão amador esta este projeto, saber que foi visitado por novas pessoas, e o melhor, que foi útil de alguma maneira.
Por vezes nos esquecemos desses relatos, de reviver de forma escrita essas memórias. Mas ao ver que, apesar de ser apenas um desabafo e registro de lembranças, ainda assim pode ser útil a alguém, voltamos com energia renovada para escrever.

E hoje, é um dia bem feliz na minha rotina. Estou entrando de férias!
Então logo menos, muito mais lembranças sendo construídas para documentar e compartilhar aqui.
Obrigada aqueles que lêem e comentam, e aqueles que lêem e nada falam, mas deixam parte do seu tempo precioso aqui. É um prazer escrever, e ainda mais quando sabemos que é lido.

Um grande beijo..

Ju.

domingo, 15 de abril de 2012

iPhotos e D-Book

Desde semana passada retomei o trabalho de organização das minhas fotos.
Não só fotos de viagem, mas todo o passivo de fotos dos últimos 10 - 15 anos.
O advento da fotografia digital foi sem dúvida um dos maiores avanços no campo da geração de arte e um divisor de águas no assunto de registro de lembranças pessoais. Mas por outro lado, também criou um grande problema que é o "gerenciamento" de todo esse legado de imagens que vamos construindo ao longo da vida.
Uma viagem que você duplique as fotos na hora da cópia ou esqueça de unificar.... pronto, está criado o caos no seu acervo. E para re-estabelecer a ordem, haja pixels, paste e pacience .
Na semana passada finalmente consegui consolidar as fotos da viagem a Europa (que foi em maio de 2011 diga-se de passagem) em apenas 1751 fotos, sem duplicidade e sem "borrados".
Ainda sobrou a pendência dos vídeos, esse que será uma odisséia a parte dada a diversidade de origem (camera, iPhone, concorder). Mas só te de ter conseguido organizar as fotos já me dei por satisfeita.

Tudo organizado no computador, vamos a segunda etapa que é gerenciar os álbuns "físicos". 
Sim, eu ainda sou (ou era até agora) uma dessas pessoas que tem a necessidade básica de revelar as melhores fotos e construir um álbum real do evento. 

Eis que resolvo me modernizar, mas só um pouco,  e fazer ao invés da tradicional revelação* , tentar construir um foto-livro para solicitar a impressão.

Mas claro que, como tudo que tem valor, só existe se houver um grande trabalho envolvido. Grande trabalho esse que se mostrou maior do que eu gostaria.

Como feliz Macmaníaca, lá vou eu criar o foto-livro no iPhoto. Toda contente com o aplicativo da Apple, que monta o foto-livro com base nas fotos que selecionei, e depois me permite apenas fazer um ajuste, adicionar uns textos, e, quando necessário, editar as fotos "on fly". Várias edições depois, sépia, preto e branco, texto explicativo e firúlas, dou o "esqueleto" do foto-livro como terminado!
Dado então o trabalho inicial concluído, vou lá no auge da minha inocência verificar o investimento em termos financeiros da minha empreitada... 
É com algum pesar que descubro que não temos opção para foto-livro do iPhoto para o Brasil. Mas tudo bem, isso não seria um problema, mandaria entregar o danado em solo americano mesmo nesse caso.
Porém, ai chegamos numa parte, essa sim, impeditiva: o preço da impressão! Então um foto-livro de cerca de 60 paginas custaria a "bagatela" de 93 dolares, mais taxa de entrega!
Talvez eu esteja por fora dos preços, mas, considerei isso uma "pequena fortuna" para o meu primeiro foto-livro, nem tão bem diagramado assim.

Então, vamos para a segunda fase da odisséia (virou odisséia agora, escrevendo...). Buscar um local para impressão de foto-livro aqui no Brasil, com valores em reais e muito mais acessível, certo? Talvez. Se não fosse o fato que o iPhoto, proprietário como ele só, não exporta o foto-livro!
Achei um aplicativo compatível com a maioria dos sites que faz essa impressão aqui no Brasil, o D-book.
Um aplicativo muito bom, mas no primeiro momento, não a altura do meu iPhoto que criava já com os mapas, legendas, diferentes diagramações por página e permitia edição de dentro do aplicativo. (Sim, sim, fui abduzida pela organização Apple já faz alguns anos, e nada me parece tão bom quanto.)
Comecei duas vezes a recriar o "encantado" do foto-livro no D-book, mas desisti logo nos primeiros minutos. Muito detalhe e ajustes e pouca paciência, após o primeiro trabalho frustrado.

O que seria o óbvio e a salvação, importar o foto-livro do iPhotos não se mostrou uma opção, uma vez que nosso caro Jobs não era muito afeito a compartilhamento.

Dessa forma, tenho um foto-livro prontinho, aguardando pela queda do dólar e inclusão virtual do Brasil pela Apple para poder ficar pronto.

Enquanto isso, sigo separando as fotos e pensando quantos anos mais irei continuar com o bom e velho álbum de fotografias!

*Revelação é um termo que uso aqui com uma certa cerimônia, pois a palavra me remete instantaneamente as tradicionais "salas-escuras" de revelação. Nunca visitei uma pessoalmente, mas graças a Hollywood e todos os seus filmes tenho um respeito e admiração real pelas origens da fotografia e todo o ritual que faz parte disso.

Minuto de divagação

Escrever não é um dom ou um trabalho, é simplesmente algo que precisa-se fazer.
Sinto como se fosse algo como comer, dormir respirar… é inerente ao instinto de sobrevivência humano. Não precisa ser belo, nem ter talento, mas é algo que vem de dentro de si, como um impulso, uma necessidade a qual não se pode fugir.
Sinto assim neste momento.
Busco por vários assuntos, histórias, temas rebuscados, e nada encontro.
Apenas essa necessidade compulsiva de registrar em palavras o que se passa na mente e o que arrebata a alma.
Escrever não é um dom nem um trabalho. Escrever é apenas mais um dos impulsos mais primitivos do ser humano.

domingo, 1 de abril de 2012

Preparativos - Parte 2

Pois ainda na vibe dos preparativos para a próxima viagem (não consigo pensar em outra coisa, verdade seja dita), fui atrás do livro do Hemingway... Pois lendo a "orelha" do Velho e o Mar... descobri que já tinha lido o livro! ha! Também, uma época eu estava engajada em ler as grandes obras e talz. Usei com muito gosto a carteirinha de sócia da biblioteca de São Sebastião.
Fazia muitos anos, eu mal lembrava da história. Mas lendo uma página lembrei mais ou menos que foi um livro interessante, mas na época não me impressionou muito.
Porém uma vez que estamos o tempo todo em mudança e evolução (ainda bem!), decidi que leria uma outra obra dele como "tarefa" de viagem.
Hoje comprei na livraria cultura o As Ilhas da Corrente . Basicamente menciona a história de um homem que em muito lembra a história do próprio Hemingway. E fala bastante também de Key West, acho que vai ser muito bom.
Como trilla sonora to com o Ceremonials da Florence + the Machine , e to gostando muito.
Acho que essa vai ser a trilha dessa viagem...
Ah!  E tickets do Discovery Cove já foram comprados. O interagir com os golfinhos já estão garantidos!



P.S> Lendo "Mentes Ansiosas" em paralelo... Tá quase ficando patológico essa ansiedade lol

sexta-feira, 23 de março de 2012

Planejamento - Parte 2

Bem, agora estou as voltas com o planejamento das próximas férias.
Parece que não chega nunca, mas ta cada vez mais perto.

O roteiro que finalizamos em conjunto foi Flórida (cidades-base Miami, Key West e Orlando), e depois um descanso com direito a visita a família no Nordeste do Brasil.

Pois eu como boa sagitariana de ascendente em virgem, sigo totalmente envolvida na planilha com despesas, itinerário e reservas da viagem gringa. Um por ser a que mais gasta, dois por ser a mais longa.

Tenho uma viagem recente para postar aqui, antes que os detalhes me fujam da memória, mas o motivo deste post é que, nessa pesquisa preparatória para a Flórida, encontrei muitos, mas muuuuitos blogs excelentes com dicas para lá.
Entendo que por ser um destino bem comum, muito mais gente se motiva a escrever e registrar suas experiências. Porém foi uma grata surpresa poder contar com novas informações além das já costumeiras (e preciosíssimas) do viajante profissional Ricardo Freire do Viaje na Viagem .
Alias, acho que é bem culpa dele a minha crescente necessidade de perfeccionismo nos preparativos e pesquisas pré-viagem que eu faço. Algo do tipo que não pode faltar nada, nem pela visão do turista padrão nem pela visão do turista profissional.

Bem, mas chega de ladainha, abaixo alguns blogs com posts bem legais e que estão me ajudando a criar o imaginário da Flórida, antes de percorrer de leve o estado ;)

Até a próxima

J.

Wishes and Dreams --> narrativa dos dias em Orlando, com uns vídeos que passam bem a idéia de cada parque.

Peruando por aí --> dicas de compras em Miami e Orlando em dois posts. Mas o blog é mais, e tem dicas de compras em vários lugares do mundo. Definitivamente favoritado!

Orlando Tickets Online --> esse não é blog, mas pelo que pesquisei é onde tem o melhor preço para compra de ingresso para os parques online. (além do próprio site dos parques, que vendem os ingressos também).

Happy Tours  --> também não é blog, mas sim um site para reserva de locação de carro. Pelo menos na reserva bateu o preço que consegui na Hertz com desconto especial da minha empresa.

Guia de Compras em Miami  --> Outro blog, foco no consumo também rs (e o que é os EUA sem a bendita das compras né??)

E finalmente... onde toda essa história de Florida começou:

de Miami a Key West --> Depois de ver no Google Maps o nome daquela pontinha no meio do mar e com estrada, e ler os posts desse blog, a Florida que eu considerava um estado sem apelo turístico para maiores de 15 anos, entrou para a "wish-list" do casal.
Ah! E to com essa pendência pessoal também... The old man and the sea

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Preguiça

para ler ouvindo: Zé Ramalho Chão de Giz

Da série "Capitais dos pecados capitais" vou começar falando de .. Preguiça!

Por que será né? desde outubro sem dar as caras por aqui, acho que esse seria o tema mais propício para essa retomada em janeiro, férias.
Minha capital da Preguiça, como mencionei no post introdutório, foi São Tomé das Letras. Das cidades mencionadas, o critério não era conhecer todas, mas esta é uma das que eu tive o prazer de visitar.
Em 2001, meados de setembro. Isso é, já faz mais de 10 anos. Me pergunto ainda como o tempo é capaz de passar tão rápido... Então o que escrevo aqui, além de ser minha visão bem particular do local, ainda tem o agravante de ter se passado 10 anos. O que para uma cidade como São Paulo pode não ser nada, mas para uma cidade de menos de 50 mil habitantes, pode implicar em grandes mudanças. Mas, assumindo que a vida é bela e o que é bom permanece, vamos viajar um pouco por ali novamente ;)
São Tomé é uma cidade como o padroeiro ja reza a lenda "tem que ver para crer"!
Apesar de toda a aura bicho-grilo que cerca o imaginário popular (e de fato existe no local), a cidade não apresenta índices de violência visível, os moradores, mesmo os "burgueses"(no sentido de comerciantes) são gentis e não parecem incomodados com o que se fala da cidade.
Ruas pacatas, em paralelepípedos, cachoeiras a alguma distância a pé ou de carro, uma ladeira onde o carro sobe sozinho (??) e uma pirâmide no alto da cidade, energizando o que está embaixo, e aparentemente tentando se comunicar com o que está acima.
"piramide"

Alguns que visitam são místicos, e estão com a sensibilidade a flor da pele e em contato com o "inexplicável" quase que em modo default. E falam que o local tem uma espiritualidade ímpar.
Alguns que visitam estão a fim de curtir seus cigarros quão alternativo sejam sem ser importunados, e por conseqüência dos mesmos.. afirmam que o local tem uma espiritualidade ímpar.
Eu estive lá, não pertencendo a nenhum dos dois grupos. Minha religiosidade é bastante limitada, bem como minha disposição a crer, já faz alguns anos. E meus cigarros "alternativos".. bem,  o fato é que não esta de posse de nenhum e sequer busquei.
Ainda assim, só posso sumarizar esta cidade como "um local que tem uma espiritualidade ímpar".





Sem muita explicação ou muito detalhe, se sente uma paz na cidade como um todo. aquele sol quente mineiro e aquela paisagem semi-árida. Com os tons arenosos das pedras que tem em todo lugar pela cidade.
Avançando um pouco em direção contrária ao centro da cidade, se depara com algumas cachoeiras, e o cenário muda completamente, para um rico verde e azul, das árvores, das águas e dos pássaros que habitam a região. É difícil traduzir em palavras o que se sente num local tão rico em natureza e paz. A vontade de não fazer nada predomina. Mas, se você for minimamente iniciado, mais do que não fazer nada, a cidade é um convite a meditação.
Igreja de pedra

Não se vai para ostentar, nem para ver e ser visto... Se vai para encontrar a si próprio e lembrar que a vida nos presenteia não apenas com lindas praias, e o dinheiro com muito conforto. Mas que a vida nos presenteia com refúgios como esse, onde é possível se sentir só mais uma pessoa. Uma pessoa comum, de bem e felizmente, de posse de todos os sentidos. Para ver aquelas cores, respirar aquele ar fresco, tocar aquelas pedras, ouvir a água da cachoeira correndo .... e no fim da tarde, ter no paladar aquele pão de queijo típico mineiro!

Sugestão, dispa-se de seus preconceitos, escolha um fim de semana que não seja de feriado ou de grandes movimentações estudantis, e vai lá. Vai ver a natureza com seus próprios olhos, a preço justo de comida e hospedagem, e cercada por gente de verdade, do mundo real. Sem malandragem e sem afetação. Só pessoas, como todos nós devíamos ser.

Ah! e a parte da preguiça, bem.. não é preguiça, é relaxamento :p

Feliz 2012!

domingo, 16 de outubro de 2011

Capitais dos pecados capitais

Olá,
Pois bem, hoje iria apresentar a prévia de uma "série" de sete partes que pretendo apresentar aqui.


Seriam as minhas capitais dos 7 pecados capitais.
Perdoando o "lugar-comum" de algumas, e contando com sua curiosidade e receptividade para ver o meu ponto de vista que usei para eleger outras, aqui apresento brevemente os pecados e capitais que irei escrever nos próximos posts :)

Avareza - New York (e/ou qualquer cidade em USA) 
Desde que conheci o país, seus supermercados, farmácias e outlets, nunca mais consegui comprar no brasil como antes. Virei a pessoa mais ávara que conheço, pois tudo aqui que me interessa (eletronicos, roupas, bolsas, cosmeticos) me parecem absurdamente caros...

Luxúria - Amsterdam 
Não, não seria pelo óbvio dueto sexo e drogas livre. A luxúria aqui que sinto que a cidade me brindou foi a percepção que a cidade foi feita para o bem estar de quem a visita. Paisagens lindas, pessoas a vontade consigo mesmas, serviços que funcionavam, funcionários atentos as suas necessidades, educação e gentileza ao redor. Enfim, um luxo que raros lugares nos apresentam.

Cobiça/Inveja - Natal RN
Da minha parte, não tenho invejinha maior do que a de quem mora nesse paraiso. Um ar maravilhoso, calor e sol a maior parte do ano, cerveja gelada em todo canto, povo acolhedor e um amigo em cada esquina (se vc nao tem ainda, com certeza em uma semana fará) 

Gula - Deve ser Roma né? Qdo conhecer eu confirmo isso. Enquanto não vou a Roma, a minha cidade da gula mór hoje, continua sendo Sao Sebastião... O tudo de bom sorvete do Rocha, toda a sorte de guloseimas que minha mãe surta em fazer, acaba com qualquer tentativa de dieta. 

Ira - Sao Paulo 
Mas veja, aqui a ira de São Paulo além do tradicional trio transito, violencia e soberba das pessoas, o principal ponto "irado" que eu vejo na cidade é a abrangência da intensidade dos sentidos que a metrópole desperta nas pessoas. Tão amada ou odiada, cosmopolita e ao mesmo tempo bairrista, abriga tantos e tem tão pouca identidade (pois quem é muitos ao mesmo tempo não é ninguém)... Enfim, esse post creio que será um dos maiores rs. 

Preguiça - São Tomé das Letras 
Não preguiça da cidade, mas preguiça na cidade... Aquele sol na moleira em determinadas épocas, uma leseira (voluntária ou não), aquelas pedras, paisagem acidentada, comidinha mineira. Poderia passar um dia inteiro só sentada observando o vai-vém das pessoas, duendes e afins.

Soberba - Paris
Apesar de tudo que vi e me desapontou, estar nos pés da torre Eiffel me fez sentir uma pessoa 
única e privilegiada principalmente. Flanar pela Champs Elysee, mesmo sem ter o que gastar lá, fez que eu me sentisse, por uns minutos, a ricaça linda e magra que eu nasci para ser (sem dinheiro, mais acabadinha e com quilos a mais, mas ainda assim, no meu sonho megalomaníaco, a pessoa que eu nasci para ser ;) ).

E aí? Quando se fala em pecados capitais, qual cidade vem a sua cabeça?

A seguir cenas do primeiro pecado ;)

Boa semana! 


P.S> Falando em pecados capitais, dica de filme, meio óbvia até, mas se você não assistiu vale ver: Seven.
Ótima atuação de Brad Pitt e Morgan Freeman, neste suspense investigativo #eurecomendo



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Planejamento...

Após alguns anos (seriam décadas) nisso de viagens, por mais que se seja uma eterna iniciante, acaba que precisamos desenvolver alguns métodos de organização para garantir o menor numero de imprevistos possíveis, bem como fazer a viagem mais econômica. Sim, bem econômica, afinal, ainda não descobriram esse meu talento nato para o turismo e não resolveram me patrocinar para ver as belezas do mundo (ainda!).
Então, desde a tenra idade aprendi que a forma de se economizar mais numa viagem, sem passar pro imensas privações, seria preparar tudo com a máxima antecedência, inclusive a compra de bilhetes aéreos e estadias, bem como ter um esboço e prévio conhecimento do que se vai visitar.
Ganha-se em tempo, perde-se em sustos e maximiza o dindim.

Convenhamos também, eu com esse tempo todo tentando viajar, fico até intimidada de comprar um pacote pré-pronto e com o ágio tradicional das agências de turismo.

Provavelmente você que veio até aqui ler isso, não deve ser nenhum iniciante no assunto e já deve ter seus macetes e preferencias para o planejamento das viagens. Portanto, o que compartilho aqui é apenas o “meu jeito” de fazer as coisas, e estou sempre aprendendo novas dicas e buscando maneiras de maximizar o passeio minimizando os gastos (comentários são sempre bem-vindos).

Assim sendo, compartilho aqui os pontos principais que levo em conta na hora de começar a planejar uma viagem. Esses pontos são importantes para mim quando se trata de:
  • a)    Uma viagem que vá durar mais que 3 dias para um destino inédito; ou
  • b)   independente do numero de dias, viagem internacional.
Há que se ter controle dos dias, para não perder tempo, e controle do câmbio, para não se afundar mais que o esperado em dívidas.

Para construir este controle, faço uma planilha simples do excel para cada período pretendido. A primeira foi meio no adiciona e deleta, mas feito algumas, já tenho um modelo base que só reformato de acordo com as peculiaridades de cada viagem.

A ideia era anexar a planilha aqui, mas como não achei essa opção e to sem conta em serviço de compartilhamento de arquivo, fico na dívida de adicionar ela num futuro próximo.

A minha planilha ‘base’ sempre é feita com o mês(es) que pretendo viajar. Ajuda no caso de ser uma viagem multi-destinos, para visualizar quantos dias serão em cada destino bem como as datas de deslocamentos (ou seja, dias semi-perdidos).
Então, o que faço é pegar um desses modelos de calendário do excel (as células facilitam as operações  matemáticas) com um espaço em cada dia, e distribuir o(s) destino(s) pelos dias da planilha. Dessa forma, é possível sentar com o parceiro (ou demais pessoas que irão participar da viagem)  e verificar se os dias parecem suficientes para o que se pretende conhecer necessariamente, e se contempla um período de ócio (ou não) em cada cidade. Segue a gosto do freguês.


Dessa vez, a viagem da vez que to planejando é a viagem de férias pela Califórnia e Nevada (Vegas e Grand Canyon). Então além do calendário base, tem uma aba com um mapinha dos EUA como referencia, para o caso de querer inserir alguma cidade não prevista no roteiro, avaliar a distância e tal. Coisa de quem adora viajar mas matou todas as aulas de geografia no colégio.


Dado o calendário e o mapa, vem a parte mais chata e detalhada do planejamento... A aba da planilha que só tem letras e números (e que números!).
Nessa aba, que vai definir em grande parte os rumos da viagem.
Essa parte da contabilidade inicial se resume ao que pode ser previsto em uma viagem:
Passagens aéreas
Passagens de trem/ônibus
Hospedagem
Locação de carro
Estimativa de despesa diária.


Com base nessa aba de contabilidade, é possível ter uma visão da despesa aproximada da viagem (há que se ter o cuidado de sempre arredondar os valores para cima – o que sobra sempre vai em souvinirs) .

Uma vez feito esse esboço inicial, passamos ao trabalho prático de “popular” esses dados da aba contábil com os valores reais que se consegue.
Após a reserva das passagens, escolha dos hotéis, reservas de carro e definição de dias.

Costumo fazer uma estimativa limite para os gastos com alimentação, combustível etc. Uso como base o valor usado pela minha empresa no per-diem, mas que se mostrou muito adequado para uma viagem com o mínimo de conforto. A ideia é sempre gastar menos que esse valor, mas serve como uma ideia e cobre possíveis imprevistos.
Sugiro com base em viagens anteriores, fazer a sua estimativa e ver qual o valor ideal para suas necessidades.

Essa parte apesar de mais aborrecida, é a mais importante, principalmente para os que, como eu, gostam de viajar, independente da condição sócio-econômica ;) Isso é, permite avaliar quanto de empréstimo é necessário na volta.

Atenção: não estou fazendo apologia ao endividamento! Cada um sabe o buraco em que se enterra.

Num post futuro, vou ver se coloco algumas dicas que uso para me guiar na hora de escolher um hotel num destino desconhecido.


P.S> Aproveitando a oportunidade... quer viajar mas ta com preguiça de planejar? Me coloca um comentário ou manda um email. Terei prazer em planejar/sugerir os 5 primeiros roteiros requisitados.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Parênteses

Abro aqui um parêntese, para postar uma música que desde ontem não sai da minha cabeça, e que para mim é associação direta com liberdade e viagem.
Acho de uma leveza e arte sem igual, letra e musica .

Terra - Caetano Veloso
Enjoy!



Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Na sacada dos sobrados
Da velha são Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!

Trancoso e cada um no seu quadrado

Oiee...
Hoje, inspirada pelo feriado que chega, vim aqui falar de praia e verão... e luxo! :)
Para quem não conhece, Trancoso é um paraíso na terra situado um pouco ao sul da famosa (e datada) Porto Seguro. Mantém o clima mega quente da sua vizinha, acompanhada de belas praias, estradas estreitas e sinuosas e muita gente bacana.



Por partes.. quando digo gente bacana, é bacana mesmo, de todos os tipos! Não falo de gente rica, gente da moda, gente hippie e familias felizes... Falo de tudo isso ao mesmo tempo.
Sim, Trancoso é um lugar que você pode ir para desfilar seu novo biquini (e corpo) recém-adquirido por alguns vários dinheiros, e tentar se enturmar com as famosidades que lá frequentam.
Você também pode colocar sua touca de reggae e acompanhar um dos vários shows que acontecem quase todos os finais de semana com bandas novas, musica ao vivo e algumas bandas já não tão novas assim (quando eu fui, tinha show do Tribo de Jah).
Mas pera, não quer nada disso, não quer ver nem ser visto, nem badalar, só quer descanso num canto paradisíaco? Vai lá também. Com várias pousadas na praia, com direito a "sofazinho" na areia, piscina e serviço de bar/praia, com drinks gelados e preço camarada - a julgar pelo valor agregado de lugar de beleza pura.


Ah! sem esquecer famílias.. na nossa pousada, que coincidentemente era 'gay friendly' -  ao acaso, mas vamos combinar que gosto para viagem e viver bem, é imbatível o desse pessoal - uma família francesa, com marido, esposa e uma filhinha linda de uns 3 /4 anos, descobrindo o mundo ali no nosso nordeste.

Um povo super acolhedor, que provavelmente deve ter conquistado o dono da pousada, também francês, que em uma de suas viagens deve ter descoberto e se encantado por aquele paraíso.

E de noite, tem o 'Quadrado' :)
O Quadrado iluminado de Trancoso, com seus restaurantes, lojinhas e árvores iluminadas.



Igrejinha ao fundo.. e lixeirinhas em formato de casinhas coloridas...

como as do quadrado!

Naquele 'Quadrado', cada um no seu quadrado com espaço para ser e viver quem você quiser.


Cerveja gelada, aquele luar, reggaezinho de fundo (tinha também lugares com jazz para quem preferir), e tá feita uma noite de verão das melhores da vida.


Eu volto para Trancoso, ah volto, se Jah quiser, e ele quer ;)

P.S> Esse é o relato sumarizado e feliz da viagem a Trancoso, depois posto aqui o relato 'A minha vida como ela é' com direito a perda de chave de quarto, freezer desligado e translado sumido. Perrenges hão sempre de surgir, mas 'a vida como ela é ' é uma das partes mais divertidas que ficam na lembrança :D

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Katy Perry and New York

Em tempos de Rock in Rio, gostaria de escrever aqui sobre a minha lembrança de viagem para este festival... mas vou ficar devendo :( Até o momento não pude fazer parte dessa história, um dia quem sabe ;)
Mas, este festival começou com atrações menos rock e mais pop, dentre elas, uma mocinha bem atacada chamada Katy Perry. Mais uma entre tantas outras estrelas pop que surgem com a mesma velocidade que somem. Musicas animadinhas e só. Mas eis que assistindo ao show dela pela TV, me deparo com seu primeiro hit, pelo menos o que me apresentou a musica dela: hot n'cold. Abaixo coloco o link para o clipe, engraçadinho até.

O que isso tem a ver com viagens? Nada, se não fosse o fato da primeira vez que eu vi e ouvi essa música, foi num hostel na primeira vez que eu fui para New York, as vésperas do meu aniversário de 30 anos!
Divagando lentamente sobre aquela viagem, foi uma das mais marcantes da minha vida. Afinal, não é toda hora que passamos para a fase de 'balzaquiana' , e comemorar isso em New York, mesmo que sozinha, foi uma benção que eu jamais podia esperar dessa vida cheia de surpresas.

Foi a esticada de uma viagem de trabalho pesado, de 4 dias de atividade quase sem horas de sono. Após 5 dias em um hotel de trabalho muito agradável, lá estava eu de malinha e coragem indo para o hostel na 95 com a Broadway, para passar meus primeiros dias na  "capital do mundo".


Inicialmente me questionei muito se faria aquela visita sozinha a Big Apple, um pouco assustada com o tamanho do gasto e com o tamanho da aventura de estar sozinha e sem amparo profissional por uma cidade enorme e estrangeira. Mas logo aquilo se mostrou a coisa mais acertada que eu poderia fazer.

Intenso foi, estátua da liberdade, Metropolitan museu, 5. avenida, broadway com Mamma Mia (sem entender quase absolutamente nada do musical) e aqueles predinhos que as comédias românticas que tanto eu gosto não cansavam de me mostrar...

A visita a estátua ocorreu só no terceiro dia que fui ao Battery Park.. Não queria perder tempo em filas, uma vez que estava naquela cidade. Mas era um must do ir lá, e realmente foi muito bom ver aquele marco americano de perto.


O Empire State é impressionante por sua altura e a visão privilegia e panorâmica que apresenta da cidade.
Chegar lá no topo já se mostra uma aventura, com pelo menos dois elevadores e vários lances de escada.

O Metropolitan é um museu enorme e fabuloso, nas 4 visitas que fiz a cidade, as 4 vezes tive que visitar este museu, e ainda não vi tudo que eu queria com a atenção e o tempo que julgo dever dedicar ao local. Se eu for de novo, de novo vou lá no Met (A íntima rs)

Uma malha metroviária enorme, confusa e extremamente salvadora. Até hoje, só peguei um taxi naquela cidade. Voltando do Met obviamente, porque já estava moída de tanto andar, e não tem metro daquele lado do parque.

E o Central Park! Ahhh o Central Park, num cantinho chamado Strawberry Fields, minha música favorita dos Beatles, eu com meu iPod, naquele lugar, ouvindo aquela música e saudando o começo de  uma nova década.


Cansei de andar por aquele parque, não havia neve ainda, apesar de ser quase dezembro, mas havia aquele ar de outono, e as famílias ainda aproveitando o restinho de dias claros que teriam até a próxima primavera.
O frio de 3 graus era intenso para alguém que veio dos trópicos, e o vento quase cortava a face, o que causava ainda mais um sensação de momento único por estar ali.

A decoração de Natal da cidade que já estava sendo iniciada, é tudo aquilo que vemos na TV e mais um pouco. Muita luz, graça e leveza.


Enfim, sempre que ouvir aquela canção, irei retornar para aquele quarto pequeno do hostel, onde saudei a chegada dos meus trinta anos como jamais pude esperar.

Claro que no dia seguinte já estava eu nos braços do meu amado, com direito a primeiro buque de flores e um longo e saudoso beijo de boas-vindas. Se o melhor foi a viagem ou a chegada? A melhor parte sempre é voltar para os braços da pessoa amada! Mas esse blog é de sensações e lembranças de viagem, então a alegria da chegada fica guardada só para mim ;)

(esse balão eu encontrei por aquelas ruas, por incrível que pareça)


xoxo
(Gossip Girl é outra coisa que não me deixa esquecer aquele lugar)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A “minha” Angra dos Reis.


 Angra dos Reis é originalmente um lugar de Ricos e Famosos, yates, champagne e muita badalação, certo? Talvez...

A “minha” Angra, sempre foi diferente disso, e acho que por isso que eu gosto tanto.
Na minha infância, meu tio trabalhava na usina e morava na vila de Mambucaba, condomínio de casas exclusivo para os funcionários da usina.
Pelo menos uma vez a cada dois meses, íamos eu, meu pai e minha mãe, de carro pela Rio-Santos para visitar a família, rever meus primos e ter um fim de semana diferente.
Lembro como se fosse ontem daquela tradicional parada na saída de Ubatuba, onde tinha um bolo de chocolate maravilhoso. Não sou de lembranças gastrônimocas, mas aquele bolo realmente é parte da minha história, até hoje lembro com saudades...
Passado o bolo de chocolate, um chochilinho bem de leve, e lá estávamos nós passando por Parati. 
Podem dizer que eu tenho uma ideia deturpada da cidade, e até voltei a Parati uns 2 anos atras para ver se livrava desse estigma... Mas gente, só chove naquela cidade! Era tradicional, acordar do cochilo e ver tudo cinza, ou tudo cinza com chuva e raios. Enfiam, só haviam duas opções possíveis para aquela passagem relampago.
Ai então finalmente chegávamos em Mambucaba.
Sempre morei no litoral, mas nunca “na praia”. E lá em Mambucaba, ahh, o mar de Mambucaba... Com aquelas casinhas todas iguais, que frequentam até hoje o meu imaginário de condomínio ideal, íamos dormir ouvindo o barulho das ondas. O mar sempre agitado naquela região era garantia de um sono embalado pelo quebrar das ondas.



Meus tios estavam numa fase de “ascenção econômica”, compraram um apartamento e uma lancha, ambos no Bracuy. Bracuy era uma espécie de vila a beira mar, um pouco adiante das usinas, onde tinha marinas com os barcos e aquele ar de “Angra das celebridades”. Pelo menos é assim que eu me recordo.
Estive lá recentemente, e o que mais me marcou dessa vez foram as ruínas que lá se encontram, antes de chegar na orla.


Rastros de uma lembrança me trazem o passeio de lancha que fizemos. Com uma parada para petiscar em alguma das ilhas... 
Lembro apenas de esboços daquela época, mas guardo com muito carinho as lembranças da “minha” Angra dos Reis.

P.S> Alguns muitos anos depois, conheci a “Angra dos Reis” do Renato Russo. Totalmente diferente daquela da minha memória, e também diferente da Angra de “Caras” que conhecemos hoje. Mas arrebatadora e sinestésica, como o Renato por certo enxergava a construção daquela usina. 


Não importa quem nem quando, mas acho que é impossível passar indiferente pela Angra dos Reis! 


segunda-feira, 4 de julho de 2011

A origem...

Desde que me entendo por gente me vejo em uma estrada.
Filha única durante muitos anos de uma família simples, mas bem brasileira, com tios e tias espalhados pelo país, só me trouxeram momentos únicos.
Filha unica até os 13 anos, que coincidentemente foi o período em que mais viajei com meus pais.
Sempre morando na mesma cidade,  sem grandes mudanças de casa ou padrão de vida, mas a qualquer férias e folga pegando a estrada para visitar os familiares e desbravar o Brasil.

A mais remota lembrança que tenho de viagens é lá pelos idos de 1983, cruzando o país num chevete dourado, do litoral de São Paulo para a cidade de Natal, no RN. Coisa simples, cerca de 3 mil quilometros, com direito a paradas para dormir nos hotéis Flecha do caminho. Após coisa de 4 dias finalmente chegamos a casa dos meus tios, onde encontrei primos, avó e varias pessoas queridas que, apesar da distancia, sempre estiveram em meu coração desde então.

Do percurso desta viagem, lembro eu olhando pela janela do carro, ao entardecer, me despedindo do sol. Despedindo mesmo, dando boa noite e talz, até amanhã, esperando que o dia acabasse mais rápido para chegar antes ao destino final. Era uma distração, mas também uma iniciação do que seria minha relação com os caminhos dessa vida e o sol a iluminar minha vida.

Agradeço do fundo do coração aos meus pais, e principalmente ao meu pai, por ter me mostrado na tenra idade como a vida flui melhor quando entramos em contato com o caminho. Este blog, bem como minha paixão por viagem, é basicamente responsabilidade dele ;)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Memórias...

A intenção aqui é fazer uma retrospectiva de várias viagens que já fizemos.
Adoro viajar e com o tempo as coisas vão ficando pelo caminho. Aqui pretendo registrar tudo, para quando a memoria falhar, os olhos lembrarem o coração.